SEXO E AUTOESTIMA: A ARTE DE AMAR A SI MESMO

SEXO E CONSCIÊNCIA – DIVALDO FRANCO
O livro Sexo e Consciência é apontado pelo Skoob como a minha “maior” leitura de 2017. Tem 581 páginas. Trata-se de uma compilação de textos do médium espírita Divaldo Franco, feitas por Luiz Fernando Lopes, publicada em 2003, pela editora Leal.
A maioria dos textos não é psicografada. Trata-se da visão (espírita religiosa) do autor sobre o tema em seus mais diversos aspectos (vícios, pedofilia, prostituição, homossexualidade, incesto, estupro, aborto etc.), baseada na sua experiência de aconselhamento ao público em geral (pessoas com os mais diversos tipos de sofrimento nessa área), suas palestras, perguntas frequentes, o apoio prestado por ele a comunidades carentes, entre outras vivências.


A maneira como Divaldo Franco escreve é fluida. Todos os textos trazem muita esperança, são muito positivos e estão de acordo com as teorias médicas mais recentes. Ele faz uma interpretação da vida de Maria Madalena (e como ela superou a prostituição) que também está de acordo com o que os historiadores sabem sobre a sociedade daquela época. Em resumo, o livro é bom. Vale a pena lê-lo e vale a pena dar de presente, mesmo que você não seja espírita e não esteja pensando em se converter. Como é o meu caso.

POR QUE OS BRASILEIROS SÃO OBCECADOS POR SEXO? 
SERÁ QUE SOMOS MESMO?

Agora estou tentada a dar a minha visão pessoal sobre o que nós já lemos sobre o tema aqui no blog e a minha experiência pessoal. É um tema complexo que envolve muitos aspectos das relações humanas (consigo mesmo e com os outros). Vou tentar organizar as ideias de uma forma coerente, histórica, abrangente e não ofensiva.
A sociedade brasileira tem a nudez e o sexo exibidos de uma forma muito explícita nas mídias. A minha geração cresceu dançando e cantando “Na Boquinha da Garrafa” entre outras músicas que temos até hoje. Ao mesmo tempo, essa mesma sociedade é extremamente conservadora, patriarcal, machista e violenta. Isso pode chocar um estrangeiro que chega aqui pela primeira vez e não entende nossas contradições. Uma vez um deles me perguntou:
- Por que os brasileiros são tão obcecados por sexo?
Eu estava muito nervosa no dia. Minha primeira resposta foi:
- Vocês vêm para cá só para fazer sexo com mulheres e crianças brasileiras e somos nós os “obcecados” por sexo. Jura?

UMA PERSPECTIVA HISTÓRICA DO SEXO

Depois fui pensar um pouco mais sobre o tema. Tenho muitas críticas sobre o livro Histórias Íntimas – Sexualidade e Erotismo na História do Brasil  (minha primeira leitura sobre o tema) da historiadora Mary del Priori. A leitura do livro é válida por se tratar de uma primeira tentativa de abordar o tema para um público amplo. Mas Mary del Priori é uma mulher branca, que mora numa cidade grande, descendente de europeus de uma imigração recente. Ela escreveu sobre a História da sexualidade dela e da cultura dela e chamou isso de História do Brasil. O “Brasil da Mary del Priori” ficou bem pequeno sem, pelo menos, negros, índios, caipiras e mestiços.

SEXO E ESCRAVIDÃO AFRICANA

Não sou uma especialista em História dos afrodescendentes. Nem mesmo tenho antepassados dessa origem (não que eu saiba). Mas, é de conhecimento geral, que as mulheres negras que eram aprisionadas para serem comercializadas como escrava nas Américas eram todas estupradas durante a viagem. Elas já chegavam aqui “valendo mais”, você comprava uma escrava, ela paria e já ficava com dois escravos. Imagina as consequências emocionais dessas mulheres? Será que isso não afetou essas crianças que nasceram nessas condições e continuaram passando isso para as próximas gerações?
Além disso, houve o fenômeno do “escravo reprodutor”. Escolhia-se um escravo com as qualidades desejadas pelo senhor (sejamos francos, provavelmente isso correspondia a ser burro e dócil para obedecer as ordens sem questionar e ter muita força física). Esse escravo tinha que engravidar todas as negras da senzala e só ele podia gerar descendentes. Família? Sentimentos? No conceito que a gente tem hoje? Pode esquecer.
Claro que houveram histórias de amor. Mas é difícil pensar em constituir uma família sendo um escravo. Você poderia apanhar até morrer a qualquer momento por qualquer motivo. Sua mulher e seus filhos poderiam simplesmente ser vendidos para outro lugar do país e você nunca mais os veria. Uma das histórias de amor mais trágicas conhecidas, é a do escravo Marcos e a escrava Rosa que encontraram um dos maiores diamantes do mundo, o Estrela do Sul, em Minas Gerais. Leia clicando aqui.
Num contexto em que se podia apanhar até morrer por qualquer motivo e que o senhor era dono absoluto do seu corpo, era lógico que uma estratégia para se continuar vivo era tentar seduzir o senhor que tinha o poder absoluto. Negros e negras ofereceram seus corpos em troca de uma oportunidade de manter suas vidas. A Inquisição pegou muitos casos de senhores brancos que exigiam favores sexuais de seus escravos. No caso, a Igreja via o sexo anal como um pecado gravíssimo, porque não gerava descendentes. A própria Mary del Priori menciona esses processos inquisitoriais em seu livro.
Nós temos a ideia de que o senhor fazia sexo com as negras e seus descentes mestiços eram bem tratados, aprendiam a ler e ocupavam funções melhores e serviços não braçais. Daí até a origem do nosso racismo, quanto menos negra a cor de pele, mais a pessoa subia na escala social. Essa é uma ideia passada, por exemplo, pelo livro Casa Grande e Senzala do Gilberto Freire. Mas eu acho uma visão bastante utópica, que não foi a regra da época. Ao contrário, era uma exceção.
 Uma estória passada de geração em geração na minha família é que uma das nossas ancestrais, quando descobria que uma escrava tinha tido um filho com o marido dela, jogava o bebê vivo dentro do forno queimando. O que era totalmente aceitável para a época, visto que os negros eram entendidos como não tendo alma. Para a mentalidade oficial da época, fazer sexo anal era pecado, mas queimar um bebê negro vivo, não. Era algo que você nem precisaria confessar para o padre, porque não era pecado. Eu duvido que fosse só na minha família essa prática infanticida. Agora imagina como isso afetou a vida familiar e o entendimento da sexualidade? É lógico que alguma coisa disso ainda está sendo passada (mesmo que inconscientemente) para nós hoje.

SEXO E O PATRIARCALISMO

No caso dos brancos, outra prática comum quando um bebê branco era indesejado, era alimentar os porcos com ele. A criança era jogada viva dentro de um chiqueiro e os porcos a comiam. Quando visitei São Luiz do Paraitinga, uma cidade histórica paulista, pude ir ao museu municipal. Entre as lendas da cidade, existe uma mulher que virou “porca” e “assombração”. Ela era amante de um coronel, com o qual teve sete filhos. Essas crianças “morreram” (o texto não explica como) e depois ela enlouqueceu e morreu, antes de virar “porca assombração”. Para mim, é claro que o coronel não queria as crianças e a obrigou (ou obrigou alguém) a alimentar os porcos com os bebês. Numa sociedade em que o homem era o provedor de tudo, que uma mulher não tinha como sobreviver sem a proteção de um homem, o que essa mãe desamparada poderia fazer a não ser obecer as ordens? Isso talvez não era uma prática exclusiva nem de Minas Gerais (já ouvi estórias assim em várias famílias tradicionais) nem de São Paulo. Mas da sociedade brasileira como um todo. Como é que os efeitos de uma prática dessas não chegaram até nós?

SEXO, ANTICONCEPCIONAIS E INDÍGENAS

Mary del Priori pula tudo isso. Como descendente dos índios caiapós do sul, que eu sou, o que mais me tocou foi outra coisa. Anticoncepcionais. A autora fala que o Brasil foi um dos primeiros países do mundo a adotar anticoncepcionais em 1959 (antes mesmo até da França em 1964)... E que isso foi revolucionário... Separou a sexualidade da reprodução, deu autonomia para a mulher decidir quando quer ter filhos (todo o blá blá blá que vocês já ouviram antes)...E...Calma. Pera aí... Os índios caiapós conhecem plantas com efeito anticoncepcional com eficiência similar aos anticoncepcionais modernos desde sempre. Isso pode ser confirmado no livro Índios do Brasil de Júlio Cézar Melatti.
Então as mulheres indígenas (pelo menos, as caiapós) sempre tiveram autonomia para decidir se elas queriam ou não ter filhos e sempre viram a sexualidade separada da reprodução. Fato que é considerada uma “revolução do século XX” para os europeus. Não é óbvio que a sexualidade indígena, então, se desenvolveu de uma forma diferente da europeia?
Alías, a gente tem a imagem dos livros de História, de que os homens brancos laçavam esposas índias e as forçavam a constituir família com eles. Alguém conhece alguma pessoa que seja descendente de um homem branco com uma mulher índia (seja qual for a forma de união, forçada ou livre)? Porque na minha só teve homens índios casados com mulheres brancas. O que, diga-se de passagem, parece bem natural, visto que, as índias conheciam anticoncepcionais, então, se elas não quisessem ter filhos com um determinado homem, elas não teriam e pronto. E os índios homens não tinham o costume de bater em mulheres e crianças. Era vantajoso para uma mulher branca casar com índio, porque ela não apanhava. As brancas que chegavam aqui, provavelmente, eram as mais discriminadas na sociedade europeia (prostitutas, pessoas pobres, sem família, etc.). Casar com um índio era um “negócio vantajoso”. Mas isso a nossa História oficial preferiu não contar. E é claro que também afeta a nossa sexualidade.

E AGORA JOSÉ?

Então a sociedade brasileira é, em parte, formada por uma religiosidade castradora, que associou o sexo a um “pecado terrível” (algo que tira/contamina as energias da pessoa), em parte formada por uma cultura da violência (contra mulheres brancas, negras e índias, além daqueles homens considerados mais fracos) e por uma cultura nativa que não entendia nada disso, não via sexo como algo ilícito e tinha controle sobre a reprodução. Muitos indivíduos oscilam sob todas essas influências.

A EXPLORAÇÃO COMERCIAL DO MEDO DO SEXO

Além de tudo isso, o sexo envolve a nossa essência, envolve quem somos de fato, e isso dá medo. No sexo de igual para igual, entre duas pessoas que se amam, não existe diploma, não existe classe social, não existe status, não existe dinheiro. E isso dá um medo terrível. O mercado viu uma brecha nesse medo e comercializou o sexo. Existe uma cadeia gigantesca que sustenta e explora a indústria de vídeos pornográficos e a prostituição (nesse caso, o sexo sem o medo, pois a outra parte está “comprada” real ou virtualmente). Para quem se interessa por conhecer o universo dos filmes pornôs, recomendo o documentário de 2017, Pornocracy. Para quem quer ter uma perspectiva histórica da exploração da prostituição no Brasil e a escravização de mulheres brancas aqui, recomendo o livro Jovens Polacas de Esther Largman.

A EXPLORAÇÃO POR MEIO DO SEXO DO NOSSO DESEJO DE SER AMADO E RECONHECIDO

É muita coisa para falar num post só. Além do medo (que é enorme para homens e mulheres), existe uma construção social de que o sexo deve estar associado ao amor. Na verdade, isso, na maioria das vezes, não ocorre. Mas o pensamento mais “escravizante”, é o de quanto melhor a “performance”, mais amor e melhor é a relação. No lado do homem, isso é escravizante porque ele não pode “falhar” nunca, causa o medo de não ter uma ereção e uma ejaculação. Talvez desse medo e dessa pressão, surja o interesse dos homens por mulheres mais jovens e inexperientes (que, teoricamente, não poderiam compará-los com outros amantes).
Do lado da mulher, ela tem que se tornar uma “puta” responsável por atiçar o desejo, principalmente, mulheres em um relacionamento longo. Existe uma fantasia de que ela é totalmente responsável e capaz de manter a “chama” acesa. Ela tem que trabalhar, cuidar da casa, dos filhos e ficar em forma para competir com profissionais do sexo, trazendo sempre coisas novas para cama, fazendo piruetas sexuais para manter o desejo do marido. Se o homem a larga por uma mulher mais jovem, é a ex-mulher que não soube “manter o desejo”. Esse imaginário é ridículo e só visa a aumentar a clientela de sex shops.
Já ouvi frases do tipo “se eu não fizer em casa, ele acha outra na rua que faça” (se referindo a práticas sexuais que essa mulher considerava degradante). Também me lembro de uma garota que não era bissexual que fez um ménage a trois (com outra moça) para agradar o namorado. Que, aliás, já a deixou faz tempo. Sexo é bom. É maravilhoso. Não deveria haver nenhum sentimento de culpa e nenhuma censura a nenhum tipo de prática envolvendo adultos que estão num acordo consensual. Mas o meu conselho é “Não dê um passo maior que a sua perna.”. Faça coisas que te agradam e que estão de acordo com a sua consciência. Não se submeta a práticas com as quais você não se sente bem para agradar e manter um parceiro ou parceira. Pelo simples motivo que não vai funcionar. E você vai ficar duplamente mal com isso.

SEXO E AUTOESTIMA
APRENDENDO A AMAR O CORPO COMO ELE É

Já falamos do medo, do pensamento escravizante de que se eu tiver uma performance X, ele ou ela vai ficar comigo e vai me amar para sempre, nosso relacionamento vai ser bom, não importa o resto... Agora falta falar do corpo e da auto-aceitação. Mais do que expor o nosso corpo nu, o sexo expõe a nossa relação com o nosso corpo.
Minha mãe era dona de academia de musculação. Eu pratiquei vários esportes e musculação desde os 12 anos. Além disso, pratico Yoga diariamente durante uma hora e meia. Cabe fazer uma ressalva importante aqui: Yoga não tem nada a ver com práticas sexuais promíscuas. Yoga não é putaria! Se você já leu o Kama Sutra, sabe que ele é um livro sério e religioso, e para quem quer saber mais sobre a seriedade (e o puritanismo, até, ao meu ver, exagerado) com que a prática sexual é encarada dentro do Yoga, vale a pena ler o livro Energia Sexual & Yoga da Elisabeth Haich . Tenho um uma forma física bem mais esbelta do que a média das mulheres da minha idade. Mas eu tenho estrias (muitas), gordura localizada e um problema de cicatrização crônico. Como tive uma infância muito conturbada e pratico esportes radicais, o meu corpo é coberto de cicatrizes e, muitas vezes, até feridas que ficam abertas por muitos meses. Sabe o que isso significa para mim? Nada. Eu amo o meu corpo inteiramente do jeito que ele é.
Uma vez, encontrei um Amante (vamos chamá-lo assim, porque não quero identificar a pessoa). Aquele Amante dos sonhos. O cara bonito, rico e inteligente, que me intimidou com tudo aquilo que ele é. Deu muito medo. Aquela sensação de que é muita areia para o meu caminhãozinho. Mas resolvi pular “no abismo”. Depois ele ficou olhando para o meu corpo, eu disse algo como: “É, o meu corpo é cheio de cicatrizes" e ri alto, afinal, estava muito relaxada e feliz. Dava para ver que ele estava pensando algo do tipo “como ela pode ser tão feinha e o sexo ser tão bom”. No mesmo dia, a gente saiu com um grupo de amigos. Uma amiga viu uma moça alta que parecia uma modelo e disse: “Como eu queria ter pernas assim.”. Tentei corrigi-la dizendo para não pensar coisas assim. O Amante disse: “É mesmo. Têm mulheres que nem são tão bonitas assim, mas elas estão tão bem com o próprio o corpo, que vira uma coisa mágica. E outras que são lindas e não se sentem bem no seu corpo.”. Ele disse isso olhando para mim. Considerei um feedback mais que positivo. Sei muito bem em qual grupo eu me encaixo. Risos.
Mas aprender amar o próprio corpo é um processo difícil. Existe uma indústria montada para nos deixar insatisfeitos e insatisfeitas com o nosso corpo. Antigamente, isso só era direcionado às mulheres, agora é também aos homens. Pelo simples fato de que, pessoas insatisfeitas compram mais. Aceite isso, o mundo quer te deixar insatisfeito e infeliz para que você viaje mais, compre mais e, principalmente, gaste muito mais. Um livro que descreve maravilhosamente bem esse processo é A Ditadura da Beleza e a Revolução das Mulheres de Augusto Cury.


Para finalizar, vou ensinar o método que me ajuda nesse caminho de autoaceitação e amor ao meu corpo. Não sou terapeuta. Se você tem um problema sexual, procure um profissional especializado. Este método não necessariamente vai melhorar a vida sexual de ninguém. Mas ele tem me ajudado em vários aspectos da minha vida, por isso, quero compartilhá-lo. Ele é uma mistura de uma prática ióguica chamada Yoga Nidra (Pesquise! Existem diversas variações interessantes dessa prática disponíveis na internet!) com uma técnica de gratidão que aprendi nos ensinamentos da Seicho-No-Ie.

Deite-se de costas em um local confortável (preferencialmente num chão plano forrado por um tapetinho para que você não durma). A coluna fica bem posicionada, braços separados do tronco, palmas da mão para cima. Perna soltas, estendidas e separadas entre si. Ajeite roupas e acessórios que possam atrapalhar. Tire os óculos. Prepare-se para entrar num estado de imobilidade absoluta, consciente e relaxado.
Respire pelas narinas. Faça algumas respirações abdominais e profundas. Foque sua atenção na respiração. Se vierem pensamentos, apenas observe e deixe eles irem embora naturalmente. Retorne para respiração. A cada expiração, deixe que o seu corpo relaxe. Vá fechando os olhos devagar. Deixe as pálpebras se fecharem naturalmente. Reserve cinco minutos para essa estabilização inicial.
Relaxe todas as partes do corpo que estão em contato com o solo. Tome consciência dessas partes e deixe que elas se relaxem a cada expiração. Faça quantas expirações forem necessárias até se sentir completamente relaxado. Agora relaxe todas as partes do seu corpo que estão em contato com as roupas. Repita o mesmo procedimento. Vá relaxando. Solte. Renda-se ao relaxamento total. Relaxe todas as partes do seu corpo que estão em contato com o ar. Respire e relaxe. Relaxe...
Profundamente relaxado, comece a nomear as partes do seu corpo, como se você quisesse escanea-las. Diga mentalmente o nome de cada parte. Tome consciência de onde está essa parte. Deixe que ela se relaxe naturalmente. E, em seguida, agradeça com um “muito obrigada” por essa parte do seu corpo. Geralmente, eu faço da sola dos pés até o topo da cabeça. Essa ordem é considerada mais relaxante. Quem começa pelo topo da cabeça e vai até a sola dos pés, considera essa sequência mais ativadora (ideal para quem precisa ir trabalhar logo depois da prática).
Então, você diz mentalmente “sola do pé direito”, sente essa parte, deixa que ela se relaxe e pronuncia mentalmente com profundo amor “muito obrigada, sola do pé direito”. Aí você passa para os dedos dos pés. Repita o mesmo processo para cada dedinho, depois para o dorso e as laterais do pé, tornozelo, unhas, pele e por aí vai conforme o seu tempo e sua necessidade. Agradeça profundamente a todas as células que trabalham em harmonia para que você tenha um pé esquerdo. Depois passe para o pé direito. E vá subindo até percorre cada pedacinho do seu corpo. Esse processo leva, no mínimo, uns vinte minutos. Agradeça cada parte do seu corpo com bastante amor. No começo, você pode não sentir amor, mas, com a prática diária, você vai sentir um profundo amor e bem-estar pelo seu corpo.
Para as mulheres, recomendo agradecer especialmente àquelas partes que são “criticadas” como as gordurinhas, estrias, etc. Agradeça profundamente a elas. Saiba que elas exercem uma função importante para a sua saúde. Deixe as suas células saberem que elas são profundamente amadas por você.
Essa prática também é especialmente recomendada para quem quer perder peso. Você não vai chegar a lugar algum sendo inimigo do seu peso e das suas gorduras. Inimizade gera resistência, gera guerra. Suas gorduras “vão lutar contra você”, porque você não gosta delas. Ao contrário, conquiste-as pelo amor. Diga a elas que você as ama profundamente. Porque você as ama e ama profundamente o seu corpo, daqui para frente, você vai se alimentar melhor e fazer mais exercícios físicos (por amor, não por ódio para "vencer" algo que você consisera errado). O amor é uma força positiva. Você vai ver o efeito transformador dessa mentalidade em sua vida!
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BOM CARNAVAL !
BOA SEMANA!

BOAS LEITURAS!

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