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NÓS NÃO SOMOS UMA NACIONALIDADE. NÓS POSSUÍMOS UMA NACIONALIDADE, IGUAL POSSUIR UM CARRO, POR ESCOLHA, CAPACIDADE OU AFINIDADE.

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Hoje estou com alguma dificuldade para achar um tema para escrever. Continuo focada em organizar a viagem, escrever a tese e escrever artigos para publicação. Além disso, estou lendo mais, em francês e em português. No momento, estou lendo Au nom de tous les hommes (em português, Em nome de todos os homens) do escritor Martin Gray (nascido na Polônia em 1922 e falecido na Bélgica em 2016, aos 93 anos). Embora a morte desse escritor tenha sido noticiada até pelo G1 (com o título, Escritor Martin Gray, sobrevivente do Holocausto, morre aos 93 anos, leia a matéria clicando aqui), eu ouvi falar dele lendo o livro Quando coisas ruins acontecem às pessoas boas de Harold S. Kushner. Livros, muitas vezes, levam a outros livros. 


Martin Gray era um judeu polonês, portanto, sobrevivente do Holocausto (embora como ele sobreviveu seja alvo de controvérsias), que perdeu toda a sua família nesse período. Ele emigrou para os EUA, construiu prosperidade financeira lá, se casou com a jovem Dina. Sua mul…

MUITAS LEITURAS E UM DOUTORADO NO CANADÁ

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Raríssimas vezes, li tanto quanto na última semana. Li O Fluir da Canção do Senhor – A Interpretação da Bhagavad Gita por Sai Baba, com Tradução, Introdução e Notas Explicativas do Professor Hermógenes. Li também O Livro da Confiança do padre Padre Thomas de Saint-Laurent. Li um livro, em francês, chamado Le petit Nicolas et ses copains (disponível em português com o título, O Pequeno Nicolau e seus colegas) de René Goscinny (o cartunista francês criador do Astérix).

Agora estou me obrigando a ler durante, pelo menos, uma hora por dia em francês e, quando dá tempo, leio também em português. Estou lendo Oscar et la dame rose (disponível em português sob o título Oscar e a Senhora Rosa) de Eric-Emmanuel Schmidt, que também já virou filme e teatro. Paralelamente, estou lendo também Sou Dessas – Pronta para o Combate da Valesca Popuzuda. Fazia muito tempo que eu tinha curiosidade para ler esse livro, estou gostando muito.

O primeiro livro (A Interpretação da Bhagavad Gita) foi um emprésti…

TRÊS TEMPLOS NA ÍNDIA: AKSHARDHAM, GALTAJI e SIDDHIVINAYAK

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Muitas pessoas me perguntam sobre esse tema... Resolvi escrever assim “do nada”. Talvez porque estou lendo um livro de um tom mais religioso: A Interpretação da Bhagavad-Gita por Sai Baba, traduzido pelo professor Hermógenes. TEMPLO DE AKSHARDHAM (EM NOVA DÉLI) Estava no aeroporto da Etiópia indo para Índia, quando um grupo de hindus me recomendou visitar o templo de Akshardham, em Nova Déli (capital da Índia). Eu fui. Não pode tirar fotos (assim como o templo de Mumbai). E, como todo templo hindu, é mandatório entrar descalço. É um local sagrado para o Hinduísmo. Nunca fui para o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, mas já fui para o de Fátima, em Portugal. Akshardham me pareceu um pouco maior que Fátima. Akshardham entrou para o Guiness como o maior templo hindu.
Akshardham foi inaugurado em 2005. Portanto, ele é um templo recente. Mas possui uma arquitetura inspirada na tradição hindu. Esse templo gigantesco é dedicado em homenagem a Swaminariyan, um santo hindu (nascido em 1781 e fal…

LEITURAS DO DIA DOS NAMORADOS - ME PERDOEM, OS ROMÂNTICOS

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Há um tempo, visitei uma loja de discos e livros usados. A filha do dono é deficiente visual, mas é toda empolgada com a loja e com receber bem os clientes. Ela me tratou tão bem que fiquei sem graça de sair sem comprar nada. Acabei comprando Pomba enamorada ou Uma história de amor e outros contos escolhidos.

Trata-se de uma coletânea de contos da Lygia Fagundes Telles, imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) e indicada ao prêmio Nobel há uns dois ou três anos. A autora já ganhou o Prêmio Jabuti e o Prêmio Camões, os maiores prêmios das literaturas brasileira e portuguesa, respectivamente. Já li o romance Ciranda de Pedra da autora, que também foi adapatado para telenovela (relembre aqui). E faz um tempo que tento ler o romance As Meninas, mas ainda não consegui focar.



Até agora, gostei muito mais da Lygia Fagundes Telles contista do que romancista. Os contos deste livro me fizeram lembrar o gênio de Machado de Assis. Fiquei fascinada. Mas não façam como eu, não leiam este livr…

REVOLUÇÃO NAXALISTA: UMA HISTÓRIA DE COMUNISMO NA ÍNDIA

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Livro Aguapés da autora inglesa, naturalizada norte-americana (filha de pais indianos), Jhumpa Lahiri. A autora tem 51 anos e ganhou o Prêmio Pulitzer de Ficção em 2000. Por favor, me desculpem, mas eu não tenho como falar do livro Aguapéssem dar spoiler. Segue abaixo um resumo da estória.

A estória começa na cidade de Calcutá, nos anos 40 ou 50. Hoje essa cidade se chama Kolkata. Ela é a capital da Bengala Ocidental, um estado indiano cuja língua e etnia dominante é bengali. Parece que isso é completamente diferente de todo o resto da Índia. É quase um país independente (assim como muitos outros que formam, juntos, o país Índia). Na década de 60, houve um levante comunista nesse estado, que foi muito violento e levou a um conflito civil que durou vários anos. Esse conflito ficou conhecido como o levante de Naxalbari e seus seguidores foram chamados de naxalistas. Naxalbari é uma pequena vila da Bengala Ocidental, onde o levante começou. Entre os principais líderes do movimento, se des…