MUITO OBRIGADA!


Normalmente eu termino o ano fazendo metas para o ano seguinte. Mas 2019 foi tão extraordinário que eu resolvi relembrar e agradecer.
Eu comecei 2019 na casa de amigos em Karlsruhe, no sul da Alemanha. É uma cidade muito linda e meus amigos foram muito gentis em me receber.

Revéillon in Karlsruhe no ano passado.

Nos primeiros dias, eu viajei de trem até Aachen, uma cidade universitária no oeste da Alemanha. Aachen é uma cidade de águas termais, é a cidade de Carlos Magno e foi, em linhas gerais, a capital da Europa durante a Idade Média. As águas termais e a catedral de Aachen são lembranças incríveis. A turma de alunos também era muito legal.
Quando eu estava no ensino médio, tive que estudar a História de Carlos Magno. Eu odiava estudar o tema. Era a única parte que eu não gostava. Porque, no meu ponto de vista, embora Carlos Magno tenha sido muito importante para História da Alemanha, da França e até do Vaticano, se ele nunca tivesse existido, isso não mudaria em nada a História do Brasil. Ele não teve nenhuma influência sobre Portugal ou Espanha. Tem gente que diz que nós perdemos tanto tempo estudando aspectos da História que não são relevantes para o nosso país para não dar tempo de chegar a estudar a Ditadura brasileira. No meu caso específico (eu tenho mais de 30 anos), isso pode ser verdade, porque eu nunca estudei ditatura na escola.

Biblioteca Pública de Stuttgart, Alemanha.

Eu escolhi Aachen por causa das águas termais no inverno. E, de repente, eu me dei conta de que estava na cidade de Carlos Magno, onde ele nasceu e governou a sua vida toda. Aachen era a capital da Europa (considerando que apenas Alemanha e França são a “verdadeira” Europa) na Idade Média. Carlos Magno escolheu governar de lá porque ele, assim como eu, gostava das águas termais.
Como Aachen fica na tríplice fronteira entre Alemanha, Bélgica e Países Baixos e isso colaborou para que eu visitasse amigas e parentes em Bruxelas. Eles me receberam com muito amor e carinho. Alem disso, fui a Amsterdã, com a minha turma do curso. Pude visitar, pela segunda vez, o Rijksmuseum, que é o meu museu favorito no mundo.

Sarcófago de Carlos Magno, dentro da Catedral de Aachen (Wikipédia).

O curso foi um mês em Aachen e duas semanas em Berlim. Enquanto estava em Berlim, visitei uma amiga em Stuttgart, que me recebeu com muito amor. Foi maravilhoso.
Depois voltei para o Brasil. Um amigo e duas amigas viajaram comigo para uma cidade no interior de São Paulo para fazer um curso introdutório de Atma Kryia Yoga. Foi mágico. Na volta, visitamos um mosteiro beneditino em Vinhedo. Também foi uma experiência mágica. Vou compartilhar um vídeo explicando o que é Atma Kryia Yoga.



Depois eu viajei para Índia, passando pela Etiópia. Fiquei uma noite em Adis Abeba, a capital da Etiópia. Eu me apaixonei pelo país e quero voltar um dia. No Natal do ano passado, estava em Londres e conheci, pela primeira vez, uma pessoa etíope. Acho que nasceu daí o meu desejo de conhecer o país. Mas eu me esqueci completamente disso e só me lembrei quando estava lá.
Comendo um prato etíope chamado Injera.

Na Índia, eu tive altos e baixos na viagem turística. Conheci o maior templo hinduísta do mundo, Akshardham em Nova Déli. Também conheci o Taj Mahal, com sua arquitetura impressionante. Visitei um parque de tigres (Ratambhore) e tive uma experiência impagável no templo de Galtaji, em Jaipur. Jaipur é conhecida como a capital do Rajastão (um estado indiano, a Índia é composta de mais de 20 estados, que são quase países independentes).

Templo de Akshardam, maior templo hinduísta do mundo.

No templo de Galtaji, eu me lembrei de que quando eu era pequena (menos de 12 anos), meu pai comprou uma revista geográfica sobre o Rajastão. Eu desejei ir conhecer o lugar. E, voalá, 20 anos depois, eu estava lá.


Complexo do templo de Galtaji

Depois disso, eu fui à conferência em Mumbai. Mumbai é uma cidade grande, como São Paulo. Muitas experiências. A conferência foi um sucesso inesperado. Conheci uma pesquisadora de Montréal, no Canadá e fui convidada a publicar no jornal de um editor da Alemanha.
Voltando ao Brasil, viajei para Goiânia para encerrar um projeto com o Reino Unido. Goiânia é uma cidade maravilhosa. Viajei também, várias vezes, a Piracicaba. Minha primeira turma de alunos do MBA se formou. Fui a São Paulo, encontrei amigos e vivemos bons momentos juntos. Também fui a Minas, visitei meus pais várias vezes neste ano. Qualifiquei para o meu doutorado. Isso é um exame super importante para o doutorado.

Foto tirada no assentamento de Canudos em Goiás.

Minha bolsa para o Canadá finalmente saiu. Meu visto para o Canadá finalmente saiu. Com um atraso de 18 anos, risos. Eu comecei a estudar francês com 15 anos, porque tinha uma amiga que dava aulas de francês e eu queria dar uma força para ela. Minha família sempre incentivou o aprendizado de outras línguas e, agora, falar a língua do país realmente me descomplicou a vida aqui.
No Canadá inglês, eu conheci Toronto e algumas cidades universitárias ao redor (enquanto eu estava em São Carlos neste ano, pude fazer amizade com alunos canadenses). Na província de Québec (que fala francês), conheci as cidades de Montréal (e área metropolitana), Québec, Sagueney e Sherbrooke, onde moro. Assim como com a Alemanha e a Índia, eu tinha uma certa construção mental do desejo de conhecer o Canadá que se realizou neste ano. Às vezes, eu tenho a impressão de que todos os meus desejos (“karmas”) se realizaram neste ano.
Vista área de Québec.

Segundo o site Skoob, neste ano, li 24 livros. Deve ter sido o ano em que menos li na minha vida. Mas eram dois em alemão, oito em francês e um inglês (livro técnico sobre método científico). Ainda estou lendo aquele livro em francês do Michel Tremblay, escritor local.
Agradeço, particularmente, ao fato de que 2019 foi um ano que passei com plena saúde. Acredito que o fato de eu ter finalmente adotado a rotina diária de lavar o nariz me ajudou muito. Vou deixar um vídeo sugerindo uma técnica para fazer isso. Também acredito de que eu fato de eu ter conseguido praticar Yoga de postura com alguma frequência também ajudou muito. Pratiquei menos do que em 2018, mas, ainda assim, uma ou duas vezes por semana.


Não dá para agradecer nominalmente todos os amigos que me ajudaram neste ano. Mas tenho certeza de que cada pessoa foi importante e desempenhou um papel fundamental na minha vida. Deixo aqui o meu MUITO OBRIGADA!
Que 2020 seja um ano ainda melhor, com muitas leituras, muita construção e realização de sonhos!
Até breve!

Comentários

  1. É isso aí afilhada, viver um dia após o outro olhando sempre em frente e para o alto.
    Desejo que você continue animada para vencer os desafios e pronta para viver, viver e viver.
    Abraço, com a bênção do SENHOR

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