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Mostrando postagens de Dezembro, 2017

RETROSPECTIVA: MELHORES LEITURAS DE 2017

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No começo do ano, a meta foi ler doze livros sobre os mais diversos temas (Religião, Filosofia, História, Literatura Brasileira, etc.). A única coisa que essas obras tinham em comum é que foram todas escritas por mulheres. Relembre clicando aqui. É uma imensa alegria dizer que a meta foi atingida. Todos os livros foram lidos, mas ainda não foram postados comentários sobre dois deles: Como fritar as Josefinas – A Mulher nos Bastidores da Empresa Familiar Brasileirada empresária Yara M. Fontana e o romance Faze-me Faltada escritora portuguesa contemporânea Inês Pedrosa. Antes de escrever algo sobre essas obras, gostaria de fazer uma retrospectiva sobre como foi passar um ano focada em ler autoras. Foi uma experiência muito mais transformadora do que eu imaginava que seria. Nunca pensei que eu fosse tão treinada a menosprezar o conhecimento intelectual de mulheres, mas eu era (e talvez ainda seja). Ler mulheres me ensinou a ver isso. Naturalmente, passei a citar mais mulheres nas convers…

NUNCA DEIXE DE ACREDITAR - CHRISTINA RICKARDSSON

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Título:Nunca Deixe de Acreditar
Subtítulo:Das Ruas de São Paulo ao Norte da Suécia
Autora:Christina Rickardsson
Editora:Novas Ideias
Ano: 2017
O livro Nunca Deixe de Acreditar é uma autobiografia da sueca Christina Rickardsson. Ela nasceu com o nome Cristiana Coelho em 1983 no município de Diamantina, no norte de Minas Gerais. Suas primeiras memórias de infância são de que ela e sua mãe moravam numa caverna nas redondezas de Diamantina. Elas foram expulsas dessa caverna e foram caminhando até a cidade de São Paulo. Lá nasceu o seu irmão Patrique. A família morava numa favela e Cristina ficava a maior parte do tempo perambulando pelas ruas, pedindo esmolas, cometendo pequenos delitos e mendigando por comida. Nesse contexto, eles foram expostos a todo o tipo de violência. A mãe decide deixar os dois filhos num orfanato e, devido à legislação da época, é impedida de visitar os filhos e até mesmo de ter qualquer informação sobre o paradeiro dos filhos. As duas crianças são adotadas por um casal…

DEZ SABERES INDÍGENAS NEGLIGENCIADOS

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Título: Índios do Brasil Autor: Julio Cesar Melatti Editora: EDUSP Ano:2014 Edição:Páginas:300 A gente se esquece, mas todo o território brasileiro foi tomado dos índios. Mas ele não foi tomado de uma vez, esse processo durou séculos (e ainda dura). O mapa abaixo mostra a evolução dos descendentes de europeus no território brasileiro. Talvez, por conta disso, o saber indígena sofre dois tipos de processos dentro da nossa educação formal: ou ele é apagado completamente (e não mencionado de jeito nenhum) ou ele é supervalorizado ao extremo da superstição e da religiosidade. A verdade, na maioria das vezes, está no meio. O saber indígena existe, é válido e tem embasamento científico.

#1 A BORRACHA E A BOLA Vamos começar pela borracha e a bola. Sim, a bola de borracha cheia de ar é uma invenção 100% indígena. Logo, todos os esportes que envolvem bolas de borracha (futebol, voleibol, handebol, etc.) não seriam possíveis sem esse saber nativo. Por falar em esporte, há também a peteca, que é jo…

DEZ MENTIRAS QUE VOCÊ JÁ DEVE TER OUVIDO SOBRE ÍNDIOS

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Título: Índios do Brasil Autor: Julio Cesar Melatti Editora: EDUSP Ano: 2014 Edição:Páginas:300 O livro Índios do Brasil foi originalmente escrito em 1970, conforme descrito na introdução “é um livro que devolve ao índio a sua condição de ser humano”. Geralmente, os índios são vistos por meio de uma mentalidade “romântica”, a ideia do bom selvagem de Rousseau, que ele é um ser humano livre de defeitos, que vive em “estado puro”. Por outro lado, existem também outras mentalidades, como a estatística. Alguns intelectuais defendem que como os índios são um número muito pequeno de pessoas, o governo não deveria se preocupar com eles. Os judeus também eram uma pequena parcela da população alemã durante o regime nazista, nem por isso, costuma-se achar justo o que foi feito com eles. Com a estruturação de órgãos de amparo aos índios, como a Funai (Fundação Nacional do Índio) surgiu também a mentalidade burocrática. Alguns funcionários, assim como em todas as outras profissões, estão lá só pelo …