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Mostrando postagens de Maio, 2019

10 REFERÊNCIAS DA LITERATURA INDIANA E 1 DA ETÍOPE

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Na semana passada, terminei de ler o livro da poetisa brasileira Cora Coralina (1889-1985). Agora estou lendo o livro Aguapésda escritora indiana e norte-americana Jhumpa Lahiri.




Provavelmente este será meu último post em três semanas. Nos próximos domingos, estarei, respectivamente, em Addis Abeba (capital de Etiópia), Mumbai (Índia) e, de novo, Addis Abeba. É uma das viagens mais longas e “ousadas” que já fiz na vida. Espero que tudo dê certo. Isso me fez desejar escrever um texto sobre literatura indiana. Em princípio, não sei praticamente nada. Mas fui juntando informações e colocando em uma folha de papel. Meu primeiro contato com a literatura indiana deve ter sido na Biblioteca Municipal Senador Camilo Chaves da minha cidade natal, Ituiutaba, Minas Gerais. Lá tinha uma coleção traduzida de ganhadores do Prêmio Nobel, entre eles o poeta hindu Rabindranath Tagore(1861-1941).



Na época, lembro de ter lido alguns poemas ou o livro todo. Mas não me marcou. Pode ser por causa das dificul…

DA CHINA A GOIÁS - Nos versos de Cora Coralina

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Em tempos de e-commerce, o poema abaixo me seduz com as dificuldades de levar um jogo de porcelana da China a Goiás. Presente de casamento em 1860.
Estória do Aparelho Azul-Pombinho
Minha bisavó – que Deus a tenha em bom lugar – inspirada no passado sempre tinha o que contar. Velhas tradições. Casos de assombração. Costumes antigos. Usanças de outros tempos. Cenas da escravidão. Cronologia superada onde havia bangüês Mucamas e cadeirinhas. Rodas e teares. Ouro em profusão, posto a secar em couro de boi. Crioulinho vigiando de vara na mão pra galinha não ciscar. Romanceiro. Estórias avoengas... Por sinal que uma delas embalou minha infância.
Era a história de um aparelho de jantar que tinha sido encomendado de Goiás através de uma rede de correspondentes como era de norma, naquele tempo.
Encomenda levada numa carta em nobre estimo amistoso-comercial. Bem notada. Fechada com obreira preta.
Carta que foi entregue de mão própria ao correspondente da Corte, que tinha morada e loja de ferragem na Rua do Sabão. O con…