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TRÊS TEMPLOS NA ÍNDIA: AKSHARDHAM, GALTAJI e SIDDHIVINAYAK

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Muitas pessoas me perguntam sobre esse tema... Resolvi escrever assim “do nada”. Talvez porque estou lendo um livro de um tom mais religioso: A Interpretação da Bhagavad-Gita por Sai Baba, traduzido pelo professor Hermógenes. TEMPLO DE AKSHARDHAM (EM NOVA DÉLI) Estava no aeroporto da Etiópia indo para Índia, quando um grupo de hindus me recomendou visitar o templo de Akshardham, em Nova Déli (capital da Índia). Eu fui. Não pode tirar fotos (assim como o templo de Mumbai). E, como todo templo hindu, é mandatório entrar descalço. É um local sagrado para o Hinduísmo. Nunca fui para o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, mas já fui para o de Fátima, em Portugal. Akshardham me pareceu um pouco maior que Fátima. Akshardham entrou para o Guiness como o maior templo hindu.
Akshardham foi inaugurado em 2005. Portanto, ele é um templo recente. Mas possui uma arquitetura inspirada na tradição hindu. Esse templo gigantesco é dedicado em homenagem a Swaminariyan, um santo hindu (nascido em 1781 e fal…

LEITURAS DO DIA DOS NAMORADOS - ME PERDOEM, OS ROMÂNTICOS

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Há um tempo, visitei uma loja de discos e livros usados. A filha do dono é deficiente visual, mas é toda empolgada com a loja e com receber bem os clientes. Ela me tratou tão bem que fiquei sem graça de sair sem comprar nada. Acabei comprando Pomba enamorada ou Uma história de amor e outros contos escolhidos.

Trata-se de uma coletânea de contos da Lygia Fagundes Telles, imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) e indicada ao prêmio Nobel há uns dois ou três anos. A autora já ganhou o Prêmio Jabuti e o Prêmio Camões, os maiores prêmios das literaturas brasileira e portuguesa, respectivamente. Já li o romance Ciranda de Pedra da autora, que também foi adapatado para telenovela (relembre aqui). E faz um tempo que tento ler o romance As Meninas, mas ainda não consegui focar.



Até agora, gostei muito mais da Lygia Fagundes Telles contista do que romancista. Os contos deste livro me fizeram lembrar o gênio de Machado de Assis. Fiquei fascinada. Mas não façam como eu, não leiam este livr…

REVOLUÇÃO NAXALISTA: UMA HISTÓRIA DE COMUNISMO NA ÍNDIA

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Livro Aguapés da autora inglesa, naturalizada norte-americana (filha de pais indianos), Jhumpa Lahiri. A autora tem 51 anos e ganhou o Prêmio Pulitzer de Ficção em 2000. Por favor, me desculpem, mas eu não tenho como falar do livro Aguapéssem dar spoiler. Segue abaixo um resumo da estória.

A estória começa na cidade de Calcutá, nos anos 40 ou 50. Hoje essa cidade se chama Kolkata. Ela é a capital da Bengala Ocidental, um estado indiano cuja língua e etnia dominante é bengali. Parece que isso é completamente diferente de todo o resto da Índia. É quase um país independente (assim como muitos outros que formam, juntos, o país Índia). Na década de 60, houve um levante comunista nesse estado, que foi muito violento e levou a um conflito civil que durou vários anos. Esse conflito ficou conhecido como o levante de Naxalbari e seus seguidores foram chamados de naxalistas. Naxalbari é uma pequena vila da Bengala Ocidental, onde o levante começou. Entre os principais líderes do movimento, se des…

UMA EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORA EM GALTAJI (ÍNDIA)

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Cheguei ontem de viagem. Foram duas semanas na Índia, uma de turismo e outra para atender a conferência da WCTR (World Conference of Transportation Research), Conferência Mundial de Pesquisas em Transportes. Só lembrando, apesar de estar ajudando a divulgar a produção científica brasileira no exterior, eu custeei essa viagem às minhas custas. Como pouquíssimos pesquisadores no Brasil, podem fazer. Essa conferência acontece a cada três anos e a próxima será em 2022 em Montreal no Canadá. Para chegar na Índia, fui pela Ethiopian Airlines (excelente companhia, uma das melhores com quem eu já voei até hoje, estou fazendo esse marketing de graça). Foram quase três dias de viagem só para ir e dois dias para voltar (já que eu moro no interior de São Paulo e tenho que me deslocar até o aeroporto de Guarulhos). Tanto na ida quanto na volta, fiz conexão em Adis Abeba, capital da Etiópia. Na ida, fiz uma conexão de 20 horas na capital etíope e aproveitei para conhecer a cidade. A Etiópia me surpr…

10 REFERÊNCIAS DA LITERATURA INDIANA E 1 DA ETÍOPE

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Na semana passada, terminei de ler o livro da poetisa brasileira Cora Coralina (1889-1985). Agora estou lendo o livro Aguapésda escritora indiana e norte-americana Jhumpa Lahiri.




Provavelmente este será meu último post em três semanas. Nos próximos domingos, estarei, respectivamente, em Addis Abeba (capital de Etiópia), Mumbai (Índia) e, de novo, Addis Abeba. É uma das viagens mais longas e “ousadas” que já fiz na vida. Espero que tudo dê certo. Isso me fez desejar escrever um texto sobre literatura indiana. Em princípio, não sei praticamente nada. Mas fui juntando informações e colocando em uma folha de papel. Meu primeiro contato com a literatura indiana deve ter sido na Biblioteca Municipal Senador Camilo Chaves da minha cidade natal, Ituiutaba, Minas Gerais. Lá tinha uma coleção traduzida de ganhadores do Prêmio Nobel, entre eles o poeta hindu Rabindranath Tagore(1861-1941).



Na época, lembro de ter lido alguns poemas ou o livro todo. Mas não me marcou. Pode ser por causa das dificul…