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POR QUE É TÃO DIFÍCIL TERMINAR?

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Por que é tão difícil terminar? Não estou falando de relacionamentos (apenas). Há algumas semanas, entreguei o texto da tese para a qualificação. Os últimos dias foram os mais difíceis, porque eu ficava postergando, adiando com atividades inúteis ou menos importantes que eram passadas à frente. Esse comportamento é tão recorrente na minha vida que hoje faltavam menos de 30 páginas para terminar de ler o livro Bonjour Tristesse (Bom dia, Tristeza) e eu não terminava. Posterguei o máximo possível. A leitura não fluía. Também preciso comprar passagens e me preparar para uma viagem de 10 dias pelo Brasil, que não fiz. Até o final do mês, quero ir para o Canadá (para ficar 6 meses, está chegando, gente!). Mas, até isso, que é importantíssimo, eu postergo. Acho que o mecanismo por trás é o medo. O medo do sucesso. O medo da felicidade. O medo de dar certo. Mas deixa eu escrever um pouco sobre as coisas que li e aprendi essa semana. O escritor Joel Rufino dos Santos talvez seja o autor que m…

RELACIONAMENTOS ABERTOS - PARA COMEÇAR A PENSAR

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Estou lendo o romance francês Bonjour tristresse de Françoise Sagan, traduzido para o português como Bom dia, tristeza em várias edições, entre elas, a coleção da Folha, Mulheres na Literatura. É considerado um dos melhores textos da língua francesa no século XX. Trata-se de um romance, escrito na década de 50, sobre a vida afetiva e sexual de uma adolescente. Para a época, o livro foi considerado escandaloso por tratar da vida sexual de uma moça. Logo escrevo mais sobre ele.


Paralelamente, também estou lendo o livro brasileiro O anel que tu me desteO Casamento no Divã da psicanalista e terapeuta de casais há mais de 30 anos, Lidia Rosenberg Aratangy. Comecei este blog por sugestão de amigos, mas acho que só o mantive pelo sucesso inesperado dos meus comentários sobre os livros da psicanalista alemã e norte americana Karen Horney (1885-1952) sobre a necessidade neurótica de ser amado (a) (Relembre clicando aqui).

No final, talvez tudo passe por relacionamentos, até a política e econo…

O ÓDIO - WISLAWA SZYMBORSKA

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Vejam como ainda é eficiente, como se mantém em forma o ódio no nosso século. Com que leveza transpõe altos obstáculos. Como lhe é fácil – saltar, ultrapassar.
Não é como os outros sentimentos a um tempo mais velhos e mais novos que ele. Ele próprio gera as causas que lhe dão vida. Se adormece, nunca é um sono eterno. A insônia não lhe tira as forças; aumenta.
Religião, não religião – contando que se ajoelhe para a largada. Pátria, não pátria – contando que se ponha a correr. A Justiça também não se sai mal no começo. Depois ele já corre sozinho. O ódio. O ódio. Se rosto num esgar[1] de êxtase amoroso.
Ah, estes outros sentimentos – fracotes e molengas. Desde quando a fraternidade pode contar com a multidão?
Alguma vez a compaixão chegou primeiro à meta? Quantos a dúvida arrasta consigo? Só ele, que sabe o que faz, arrasta.
Capaz, esperto, muito trabalhador. Será preciso dizer quantas canções compôs? Quantas páginas da história numerou? Quantos tapetes humanos estendeu em quantas praças, estádios?
Não nos enganemos…

NÓS NÃO SOMOS UMA NACIONALIDADE. NÓS POSSUÍMOS UMA NACIONALIDADE, IGUAL POSSUIR UM CARRO, POR ESCOLHA, CAPACIDADE OU AFINIDADE.

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Hoje estou com alguma dificuldade para achar um tema para escrever. Continuo focada em organizar a viagem, escrever a tese e escrever artigos para publicação. Além disso, estou lendo mais, em francês e em português. No momento, estou lendo Au nom de tous les hommes (em português, Em nome de todos os homens) do escritor Martin Gray (nascido na Polônia em 1922 e falecido na Bélgica em 2016, aos 93 anos). Embora a morte desse escritor tenha sido noticiada até pelo G1 (com o título, Escritor Martin Gray, sobrevivente do Holocausto, morre aos 93 anos, leia a matéria clicando aqui), eu ouvi falar dele lendo o livro Quando coisas ruins acontecem às pessoas boas de Harold S. Kushner. Livros, muitas vezes, levam a outros livros. 


Martin Gray era um judeu polonês, portanto, sobrevivente do Holocausto (embora como ele sobreviveu seja alvo de controvérsias), que perdeu toda a sua família nesse período. Ele emigrou para os EUA, construiu prosperidade financeira lá, se casou com a jovem Dina. Sua mul…

MUITAS LEITURAS E UM DOUTORADO NO CANADÁ

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Raríssimas vezes, li tanto quanto na última semana. Li O Fluir da Canção do Senhor – A Interpretação da Bhagavad Gita por Sai Baba, com Tradução, Introdução e Notas Explicativas do Professor Hermógenes. Li também O Livro da Confiança do padre Padre Thomas de Saint-Laurent. Li um livro, em francês, chamado Le petit Nicolas et ses copains (disponível em português com o título, O Pequeno Nicolau e seus colegas) de René Goscinny (o cartunista francês criador do Astérix).

Agora estou me obrigando a ler durante, pelo menos, uma hora por dia em francês e, quando dá tempo, leio também em português. Estou lendo Oscar et la dame rose (disponível em português sob o título Oscar e a Senhora Rosa) de Eric-Emmanuel Schmidt, que também já virou filme e teatro. Paralelamente, estou lendo também Sou Dessas – Pronta para o Combate da Valesca Popuzuda. Fazia muito tempo que eu tinha curiosidade para ler esse livro, estou gostando muito.

O primeiro livro (A Interpretação da Bhagavad Gita) foi um emprésti…