ORGULHO E PRECONCEITO - JANE AUSTEN


Capa da edição de 2012 da editora Martin Claret.

Orgulho e Preconceito é um romance britânico provavelmente escrito em 1797, mas só publicado em 1813, porque sua autora era uma mulher, Jane Austen (1775 – 1817). Após a morte da escritora, o livro alcançou grande sucesso. Existem centenas de traduções literárias da obra em português.
Por exemplo, quando Machado de Assis era vivo (1839 – 1908), todos os livros de Jane Austen já estavam disponíveis nas livrarias do Rio de Janeiro. É sabido que Carolina Augusta1, esposa de Machado de Assis, levou o marido a conhecer os principais romances da literatura inglesa.2 Mas se o escritor leu ou não, especificamente, os romances de Jane Austen, é um fato que ainda não pôde ser provado. A pesquisadora Sandra Vasconcelos fez uma análise da ironia nos textos be ambos e encontrou paralelos que sugerem que, sim, a leitura de Jane Austen influenciou o estilo de escrita de Machado de Assis.3
Além de influenciar grandes escritores, existem várias adaptações para o cinema e para a televisão do livro Orgulho e Preconceito, entre eles, o filme britânico- americano de 2005, dirigido por Joe Wright4 (se você já assistiu, por favor, deixe um comentário), a paródia americana Orgulho e Preconceito e Zumbis de 2016 (que também é baseada no livro-paródia)5 e a novela atual da rede Globo, Orgulho e Paixão.6
Orgulho e Preconceito fazia parte das metas de leitura para 2018 e foi a recomendação de uma amiga que gosto muito. É a segunda obra que conheço dessa autora. Já tinha lido Persuasão (1818, possivelmente um dos últimos textos dela) e já acompanhei algumas vlogueiras que leem todas as obras de Austen, em ordem cronológica, como uma forma de desafio literário.
Mas, afinal, o que dizer sobre uma obra que tanta gente já disse quase tudo? Apenas três coisa:

Sim, Jane Austen, assim como a sua heroína Elizabeth Bennet, foi uma excelente observadora dos caráteres humanos e foi capaz de passar isso para os seus romances;

Em alguns momentos, ela é uma autora revolucionária para sua época, ela questiona o fato de que mulheres não podem herdar patrimônio, questiona (com muita ironia) as questões de classe social e sugere as mulheres podem, sim, escolher seus companheiros e que o amor pode romper questões de classe social;
Por outro lado, ela reforça a mentalidade de sua época. Por exemplo, existe todo um conflito em torno de uma relação amorosa onde o homem é de uma classe social mais alta e a mulher de uma classe mais baixa. Acontece um monte de coisas, afinal, essa união se concretiza, reforçando o desejo daquela (e de todas) época, da mulher casar com um homem abastado, que ela acredita ser melhor do que si própria (a autora escreve isso textualmente). Também, em outra parte do texto, a autora sugere que o amor transforma o homem e que o casamento é uma complementariedade de opostos.

Naquela época, é até compreensível se escrever assim, mas isso ter algum impacto nas leitoras modernas, não faz nenhum sentido.Para aquelas que se identificaram, sugiro assistir aos vídeos do Doutor Flávio Gikovate. 




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