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10 REFERÊNCIAS DA LITERATURA INDIANA E 1 DA ETÍOPE

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Na semana passada, terminei de ler o livro da poetisa brasileira Cora Coralina (1889-1985). Agora estou lendo o livro Aguapés da escritora indiana e norte-americana Jhumpa Lahiri. Provavelmente este será meu último post em três semanas. Nos próximos domingos, estarei, respectivamente, em Addis Abeba (capital de Etiópia), Mumbai (Índia) e, de novo, Addis Abeba. É uma das viagens mais longas e “ousadas” que já fiz na vida. Espero que tudo dê certo. Isso me fez desejar escrever um texto sobre literatura indiana. Em princípio, não sei praticamente nada. Mas fui juntando informações e colocando em uma folha de papel. Meu primeiro contato com a literatura indiana deve ter sido na Biblioteca Municipal Senador Camilo Chaves da minha cidade natal, Ituiutaba, Minas Gerais. Lá tinha uma coleção traduzida de ganhadores do Prêmio Nobel, entre eles o poeta hindu Rabindranath Tagore (1861-1941). Na época, lembro de ter lido alguns poemas ou o livro todo. Mas não me marcou. Pode...

DA CHINA A GOIÁS - Nos versos de Cora Coralina

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Em tempos de e-commerce, o poema abaixo me seduz com as dificuldades de levar um jogo de porcelana da China a Goiás. Presente de casamento em 1860. Estória do Aparelho Azul-Pombinho Minha bisavó – que Deus a tenha em bom lugar – inspirada no passado sempre tinha o que contar. Velhas tradições. Casos de assombração. Costumes antigos. Usanças de outros tempos. Cenas da escravidão. Cronologia superada onde havia bangüês Mucamas e cadeirinhas. Rodas e teares. Ouro em profusão, posto a secar em couro de boi. Crioulinho vigiando de vara na mão pra galinha não ciscar. Romanceiro. Estórias avoengas... Por sinal que uma delas embalou minha infância. Era a história de um aparelho de jantar que tinha sido encomendado de Goiás através de uma rede de correspondentes como era de norma, naquele tempo. Encomenda levada numa carta em nobre estimo amistoso-comercial. Bem notada. Fechada com obreira preta. Carta que foi entregue de mão própria ...

O QUE FAZER QUANDO UM AMIGO TE RECOMENDA UM LIVRO RACISTA? - CONSIDERAÇÕES SOBRE O DIA DO ÍNDIO

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20 de abril de 2019. Estou escrevendo no Sábado de Aleluia, porque amanhã é Domingo de Páscoa e acho que não vou ter tempo para escrever ou que o clima da data é diferente do que eu quero escrever sobre. Eu tinha a intenção de escrever, como em anos anteriores, sobre o Dia do Índio (19 de abril) e os indígenas na literatura (relembre o vídeo clicando aqui ). Em inglês, a gente, preferencialmente, se refere aos indígenas como Native Americans ( nativos americanos ). Essa é considerada a forma menos ofensiva naquele idioma e vou adotá-la também em português neste texto. O QUE EU APRENDI DE NOVO DESDE DE 19 DE ABRIL DE 2018 Do vídeo do ano passado para este ano, aprendi três referências novas sobre o tema: Primeiro também existem reservas para nativos americanos e parece que eu posso pedir para visita-las quando eu estiver lá e conversar com os locais. Espero que eu consiga fazer isso quando estiver no Canadá. O país tem uma História que eles consideram “negra” de exploração...